Segurava nos dedos lívidos o cálice de uma rosa branca.
E sob as pálpebras fechadas, abria-se, enfim, a luz da eternidade…
Hoje, a dor inspira o brilho das estrelas
e revolve as entranhas do mar, que cego de espuma e de sal,
se atira embravecido, sobre os areais imensos.
Nos dias que hão-de vir,
as flores continuarão a desabrochar na alvorada do entardecer.
Os pássaros rasgarão a face azul de um céu sem lua,
e as palavras do poeta fundir-se-ão no cosmos,
como estrofes livres, de franca universalidade!
Nesse tempo, o poeta habitará a imortalidade dos deuses…