"Cheguei hoje, de repente, a uma sensação absurda e justa . reparei num relâmpago íntimo, que não sou ninguém. Ninguém, absolutamente ninguém. Quando brilhou o relâmpago, aquilo onde supus uma cidade era um plaino deserto; e a luz sinistra que me mostrou a mim não relevou céu acima dele. Roubaram-me o poder ser antes que o mundo fosse. Se tive que reencarnar, reencarnei sem mim, sem ter eu reencarnado. Sou os arredores de uma vila que não há, o comentário prolixo a um livro que se não escreveu. Não sou ninguém, ninguém. Não sei sentir, não sei pensar, não sei querer. Sou uma figura de romance por escrever, passando aérea, e desfeita sem ter sido, entre os sonhos de quem me não soube completar. Penso sempre, sinto sempre; mas o meu pensamento não contém raciocínios, a minha emoção não contém emoções."
Notre Camus: É «absurdo» o homem que, de um absurdo fundamental, tira incansavelmente as conclusões que se impõem. Há aí um deslocamento de sentido igual ao que ocorre quando se chama «swing» uma juventude que dança o swing. O que é então o absurdo como estado de facto, como dado original? Nada menos do que a relação do homem com o mundo. O absurdo fundamental manifesta, antes de tudo, um divórcio: o divórcio entre as aspirações do homem à unidade e o dualismo intransponível do espírito e da natureza, entre o impulso do homem em direcção ao eterno e o caráceter finito da sua existência, entre a «preocupação» que é a sua própria essência e a inutilidade dos seus esforços. A morte, o pluralismo irredutível das verdades e dos seres, a ininteligibilidade do real, o acaso, eis os pólos do absurdo. http://www.antiquariaten.be/img/fotos/148140_1.jpg ...Bingo.Beijo.
Entao Rui, como vai isso? Muito tempo sem te ver. Espero que esteja tudo bem contigo, e claro muita musica sempre. De Parte a Parte pelos Vistos. Temos de nos encontrar brevemente, para pormos a conversa em dia e para a famosa reuniao de amigos. Muitas saudades e tudo de bom para ti. Um Abraco Amigo:
DESEJO-T AS MAIORES FELICIDADES DO MUNDO...
BJOKA MT GRANDE...